quinta-feira, 21 de novembro de 2019

Flamboiã

A Delonix regia, chamada em português flamboiã, flamboaiã ou acácia-rubra, é uma árvore da família das leguminosas (Fabaceae). É nativa da ilha de Madagascar, tendo-se em seguida espalhado pela zona tropical da África continental, sendo posteriormente, por sua beleza, levada a outros continentes, como a Europa e as Américas. Por sua beleza, é uma das plantas mais usadas com fins ornamentais em regiões tropicais e subtropicais de todo o mundo.

Os nomes em português flamboiã e flamboaiã derivam do nome francês flamboyant, por sua vez oriundo do latim flammare, incendiar. Recebeu esse nome devido ao vermelho vivo característico de suas flores. A planta foi descoberta na ilha de Madagascar por um botânico francês em 1824. Antes de receber a atual nomenclatura científica de Delonix regia, havia sido classificada como Poinciana regia.

Embora esteja ameaçada de extinção no estado selvagem, é muito cultivada pelo seu valor ornamental.

Adaptou-se muito bem em toda a América tropical, sendo muito popularizada nas ilhas do Caribe. No Brasil, é usada na arborização de ruas e praças.

Acima a foto de um belo exemplar de flamboiã, que fizemos em novembro de 2.019, no Bairro Tibery, em Uberlândia/MG.

Fonte das informações sobre a bela árvore: https://pt.wikipedia.org/wiki/Delonix_regia

quinta-feira, 24 de outubro de 2019

Pilhas: riscos à saúde e descarte correto

Com o avanço da tecnologia e do uso de dispositivos que requerem energia elétrica armazenada em pilhas e baterias tem sido cada vez mais comuns e numerosos os descartes destes objetos.

"O descarte inadequado de pilhas e baterias expõe o solo, cursos d'água e até o ar, caso haja queima desses materiais, à contaminação por produtos tóxicos perigosos como cádmio, chumbo, mercúrio, manganês, cobre, níquel, lítio, cromo e zinco. Se pensarmos além dos danos ambientais percebemos que nossa saúde pode ser afetada, mesmo sem entrar em contato direto com resíduos químicos presentes em pilhas e baterias. O solo contaminado, por exemplo, afeta o alimento que vem para nossa mesa. Na água que chega pela torneira, também pode haver vestígios desses produtos.

Confira a seguir seis patologias graves que você pode contrair por causa da poluição por pilhas e baterias.

Pilhas inservíveis,  que descartamos no ponto do coleta do
Dmae (Av: Rondon Pacheco, n. 6.400, Uberlândia/MG)
Foto: Hugo Cesar Amaral
1. Perda de memória: A ingestão de mercúrio por meio, por exemplo, de peixes contaminados, debilita as funções cerebrais causando perda de memória e outros distúrbios psíquicos.
2. Insuficiência renal crônica: A ingestão de cádmio, que pode acontecer por meio de água e alimentos contaminados, causa graves problemas aos rins, isso ocorre porque o cádmio tem vida biológica longa (10 a 30 anos) e demora muito a ser eliminado pelo organismo humano.
3. Inflamações dos pulmões: Já a inalação do cádmio, por meio da fumaça proveniente da sua queima, pode causar pneumonite edema pulmonar.
4. Insuficiência Cardíaca: A Intoxicação por lítio pode causar um distúrbio em uma estrutura anatômica chamada nó sinusal. Essa estrutura que tem função de um marca-passo natural enviando estímulos elétricos dos quais dependem o funcionamento do coração, pode ser gravemente afetada pelo elemento alcalino.
5. Distúrbios digestivos: Tanto o chumbo quanto o cádmio podem arruinar seu sistema digestivo. Além de sentindo dores provenientes de patologias que podem ser irreversíveis, imagine-se sem controle de suas funções fisiológicas...
6. Danos nas articulações: A contaminação do organismo humano por chumbo pode deixar as articulações do corpo todo paralisadas. As primeiras a serem afetadas são as dos dedos e do pulso." (1)

Para que sejam atenuados ou mesmo evitados os danos ao ambiente e às pessoas e importante que tenhamos responsabilidade com o descarte destes objetos.

"Antes de qualquer coisa, armazene as pilhas e baterias dentro de um plástico que seja resistente e evite o contato com umidade a fim de evitar quaisquer vazamentos. Outro detalhe importante é não misturar os itens com outros tipos de materiais.

Nunca jogue no lixo comum! A responsabilidade pela coleta adequada é do fabricante do produto. Dessa forma, procure pontos de coleta específicos para o descarte, como assistências técnicas autorizadas ou estabelecimentos que comercializam o material.

Além disso, algumas escolas, lojas, supermercados e faculdades oferecem pontos de coleta destes resíduos. Pesquise quais são os pontos mais próximos da sua casa e pratique a conscientização, contribuindo para um mundo menos poluído." (2)

Fazendo cada um a sua parte afastaremos o risco representado pelo descarte irregular das pilhas e baterias.

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Curiosidade: Estima-se que cada pilha contamine 1 m2 quando lançada no meio ambiente (3).

(1) Fonte: http://www.sustentavel.ufu.br/node/311

segunda-feira, 29 de outubro de 2018

Sibipiruna

Embora a sibipiruna não seja uma árvore nativa do cerrado (sua real origem é a Mata Atlântica!) dedicaremos uma postagem a esta árvore pois se trata de uma árvore encontrada em grande quantidade em nossa querida Uberlândia, sempre nos presenteando com uma bela floração nos meses de setembro e de outubro.

“A sibipiruna (Caesalpinia pluviosa variedade peltophoroides - Caesalpinioideae), também conhecida como sebipira, é uma árvore de grande porte, nativa do Brasil, chegando a medir 28 metros de altura (normalmente entre 6 e 18 metros), com até 20 metros de diâmetro da copa arredondada e muito vistosa. Facilmente confundida com o pau-brasil ou pau-ferro pela semelhança da sua folhagem, é muito usada para arborização em várias cidades brasileiras.” (1)

“As folhas são bipinadas com haste central de 20–25 centímetros de comprimento com 8-9 pares de pinas, cada uma com cerca de 11-13 pares de folíolos de 10-12 milímetros por pina. A floração ocorre a partir de agosto, podendo estender-se até o final do verão, produzindo inflorescências em rácemos cônicos eretos com flores amarelas. A frutificação dá origem a vagens compostas de duas valvas secas, lenhosas, longas e coriáceas com 7,6-12,0 centímetros de comprimento por 2,7-3,1 centímetros de largura. Quando maduras, as vagens rompem-se por torção em deiscência explosiva, arremessando de uma a cinco sementes. Estas são comprimidas, irregularmente circulares, transversas, ovato-obovadas ou orbiculares a subglobosas, com testa dura e muito rígida, clara, grossa ou sem albúmen, provida de um bico no hilo e marginada. A árvore pode viver mais de cem anos.” (2)

“Sibipiruna é uma árvore alta e com raízes fortes. Assim como suas irmãs, a sibipiruna deve ser cultivada sob sol pleno, em solo enriquecido com matéria orgânica, regado frequentemente, mas sem encharcamento, para evitar doenças causadas por fungos e bactérias. Se você quiser plantar uma sibipiruna, escolha um local com bastante espaço, já que as raízes são poderosas e a árvore passa fácil dos 15 metros de altura. Prepare a cova com terra, areia e composto orgânico em partes iguais, colocando um pouco de calcário no fundo e mexendo bem. Tome cuidado com a poda, geralmente anual, para que os galhos não cresçam em direção aos fios elétricos e demais lugares indesejados. E passe longe de seus frutos (pretos, achatados e com sementes beges), porque eles não são comestíveis.” (3)

Face às suas raízes grossas e fortes e à grande altura que pode atingir, somando ao fato de que tem uma copa considerável e necessário se analisar, antes de efetuar o plantio em área urbana, se o crescimento da árvore não poderia provocar danos como contato com a rede elétrica ou a passeios ou imóveis.



Créditos das fotos: As fotos foram obtidas por Hugo Cesar Amaral, em outubro de 2.018, nas ruas Benjamim Magalhães e Rondon Pacheco, em Uberlândia/MG e no Campus Santa Mônica da UFU, também em Uberlândia/MG.


domingo, 4 de março de 2018

A beleza da quaresmeira!

A quaresmeira (Tibouchina granulosa) é uma árvore brasileira pioneira, da Mata Atlântica, principalmente da floresta ombrófila densa da encosta atlântica.

Seu nome popular é devido à cor das flores e época de floração: entre os meses de janeiro e abril (período da quaresma), e também em junho-agosto. Além da variedade com flores roxas há a de flores rosadas (variedade Kathleen).

Ocorrência:

Na Mata Atlântica da Bahia e do sudeste do Brasil, principalmente em matas secundárias.[1]

Características:


O nome popular Quaresmeira vem do florescimento no período da quaresma. Os frutos são secos em forma de taça, marrom, deiscente, com aproximadamente 1 cm de diâmetro, que ocorrem de abril a maio e de outubro a novembro. Apresentam grande número de pequenas sementes, que são dispersadas pelo vento. Seu porte geralmente é pequeno a médio, podendo atingir de 8 a 12 metros de altura. O tronco pode ser simples ou múltiplo, com diâmetro de 30 a 40 cm. A quaresmeira tem um período de vida de 60 a 70 anos.


As folhas são simples, elípticas, pubescentes, coriáceas, com nervuras longitudinais bem marcadas e margens inteiras. A floração ocorre duas vezes por ano, de fevereiro a abril e de agosto a outubro, despontando abundantes flores pentâmeras, simples, com até 5 cm de diâmetro, com estames longos e corola arroxeada, sendo que na variedade Kathleen estas se apresentam róseas. Mesmo quando não está em flor, a quaresmeira é ornamental. Sua copa é de cor verde escura, com formato arredondado, e sua folhagem pode ser perene ou semi-decídua, dependendo da variação natural da espécie e do clima em que se encontra. Por suas qualidades, ela é uma das principais árvores utilizadas na arborização urbana no Brasil, podendo ornamentar calçadas, avenidas, praças, parques e jardins em geral. Seu único inconveniente é a relativa fragilidade dos ramos, que podem se quebrar com ventos fortes, provocando acidentes. Com podas de formação e controle, pode-se estimular seu adensamento e mantê-la com porte arbustivo.

Deve ser cultivada sob sol pleno, em solo fértil, profundo, drenável, enriquecido com matéria orgânica e irrigado regularmente no primeiro ano após o plantio ou transplante. Apesar de preferir esses cuidados, a quaresmeira é uma árvore pioneira, rústica e simples de cultivar, vegetando mesmo em solos pobres. Originária da mata atlântica, esta espécie aprecia o clima tropical e subtropical, tolerando bem o frio moderado. Multiplica-se por sementes, com baixa taxa de germinação, e por estaquia de ramos semi-lenhosos. Sua madeira apesar de ser de qualidade inferior é indicada para a construção de vigas, caibros, obra internas, postes, esteios e moirões para lugares secos.

Fontes:

Lorenzi, Harri: Árvores brasileiras: manual de identificação e cultivo de plantas arbóreas do Brasil, vol. 1. Instituto Plantarum, Nova Odessa, SP, 2002, 4a. edição. ISBN 85-86174-16-X

Instituto de Botânica de São Paulo


http://www.cuidar.com.br/quaresmeira


Artigo obtido na Wikipedia (https://pt.wikipedia.org/wiki/Tibouchina_granulosa)

Fotos tiradas por Hugo Cesar Amaral, nos Bairros Santa Mônica e Finotti, em Uberlândia.


segunda-feira, 9 de outubro de 2017

A beleza do Ypê-branco!



Fotos tiradas por André Luiz Mendonça, em 07/10/2017, em uma ilha na represa de Capim Branco II, entre Uberlândia/MG e Araguari/MG.

terça-feira, 12 de setembro de 2017

Estiagem em Uberlândia - Uso racional da água

A estiagem deste ano na cidade está
mais prolongada que o previsto



Para não correr o risco de faltar água, economize! Seja consciente,
consuma apenas o necessário. Viu algum vazamento de água na rua?
Ligue para o Dmae! 0800 940 7272

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Chegamos a 132 mil visitas!

Este modesto blog atingiu ontem a marca de 132.000 visitas!



Agradecemos a todos os visitantes e seguidores!