terça-feira, 16 de junho de 2026

Carcará

O carcará também é conhecido como caracará, carancho, caracaraí (Ilha do Marajó), gavião-de-queimada, gavião-calçudo, falcão-gigante (nome adotado) e caracaí (1).


O carcará é facilmente reconhecível, quando pousado, pelo fato de ter um penacho preto sobre a cabeça parecido com um solidéu, assim como o bico adunco e alto, que se assemelha à lâmina de um cutelo; a face, chamada de cera, varia do vermelho ou laranja quando está calmo, ao amarelo quando está irritado, disputando território ou alimento. 1

Tem as costas recobertas de preto e, no peito, apresenta uma combinação de marrom claro com riscas pretas, de tipo carijó ou pedrês; suas patas são compridas e amarelas; em voo, assemelha-se a um urubu, mas é reconhecível porque sua cauda é mais longa e as asas são mais estreitas, com duas manchas de cor clara nas extremidades. (2)

Esta ave não é taxonomicamente uma águia, mas um parente distante dos falcões. Pode ser encontrado tanto sozinho como em bandos numerosos em redor de mamíferos e carcaças.

Sua ocorrência se verifica em campos abertos, cerrados, borda de matas e inclusive centros urbanos de grandes cidades.

O carcará possui distribuição neotropical, ocorrendo em uma área ampla que abrange desde o centro do Peru, Sul da Bolívia, Chile, Argentina, Paraguai e Uruguai até a Terra do Fogo. No Brasil, ocorre ao sul do rio Amazonas até o Rio Grande do Sul.

É uma ave onívora e bastante oportunista. Se aproveita de todas as fontes disponíveis, comendo "de tudo”. Comem "invertebrados que são capturados em suas caminhadas no solo, peixes morrendo em poças, lagartos, cobras e caranguejos, além de capturar animais moribundos ou atropelados nas estradas. Saqueia ninhos de outras aves, inclusive aves grandes como os ninhos de tuiuiú (Jabiru mycteria), e às vezes, fica nas proximidades dos ninhais para comer restos de comida caídos no chão, ovos ou filhotes deixados sem a presença dos pais" (3).

Quanto à sua reprodução o seu ninho é construído com ramos sobre as árvores ou diretamente no solo. São colocados 2 ou 3 ovos, raramente 4, incubados pelo casal durante 28 dias. Geralmente os pais criam um só filhote por ninhada (4). 

Fonte:

(1) https://www.wikiaves.com.br/wiki/carcara

(2) https://pt.wikipedia.org/wiki/Carcará

(3) https://adema.se.gov.br/carcara/

(4) https://prefeitura.sp.gov.br/web/meio_ambiente/w/servicos/fauna/especies_da_cidade/13235

Fotos de autoria de Bruno Cunha Martins, tiradas em Uberlândia, em junho de 2026.


domingo, 31 de maio de 2026

Coruja-buraqueira

A coruja-buraqueira é uma ave strigiforme da família Strigidae. Com o nome científico cunicularia (“pequeno mineiro”) recebe esse nome, pois vive em buracos cavados no solo.

É uma ave de pequeno porte, possuindo um tamanho que varia de 21,5 a 28,5 cm entre os exemplares masculinos e de 22 a 25 cm para as fêmeas, com peso variando entre 110 e 285 g para os machos e entre 150 a 265 g entre as fêmeas) O espécime possui cabeça redonda e sem penachos, com os olhos dispostos lado a lado, num mesmo plano. Tem sobrancelhas brancas e os olhos amarelos. A coloração da ave possui tons cor de terra, podendo apresentar plumagem em tons de ferrugem causados por solos de terra roxa. Destoando do que se verifica na maioria das corujas, no caso da coruja-buraqueira o macho é ligeiramente maior que a fêmea e as estas são normalmente mais escuras que os machos, principalmente na face.

Vivem em campos, pastagens e gramados de áreas urbanas.


Possuem comportamento terrícola e apesar de diurna é mais ativa à noite. Possuem o hábito de pousar sobre cupinzeiros, estacas, fios, bem como à beira de estradas. Vive em tocas, que ela mesma constroi, daí o nome "buraqueira".


Se alimentam de besouros e outros artrópodes e também de pequenos mamíferos, aves, répteis e anfíbios.

Para a postura dos ovos utilizam câmara em túnel por ela escavado no solo ou buracos abandonados de tatus. Tem postura de 4 ovos, incubados pelo casal durante 23/24 dias. Os filhotes são alimentados pelos pais.

A ave possui distribuição por todo o território americano, ocorrendo desde o Canadá e Estados Unidos até o extremo sul da América do Sul. Sua presença pode portanto ser verificada em todo o território brasileiro estando ausente apenas nas áreas densamente florestadas.

São as únicas espécies de corujas pequenas que se empoleiram no chão. São tão terrestres que, quando perturbadas ou ameaçadas, muitas vezes correm ou se achatam contra o chão, em vez de voar.


Fontes:

https://www.wikiaves.com.br/wiki/coruja-buraqueira

https://prefeitura.sp.gov.br/web/meio_ambiente/w/servicos/fauna/especies_da_cidade/13187

http://www.avesderapinabrasil.com/termos_de_uso.htm

https://www.ornithos.com.br/athene-cunicularia-coruja-buraqueira/

https://nationalzoo.si.edu/animals/burrowing-owl


Fotos de autoria de Bruno Cunha, tiradas em maio/2026.

quinta-feira, 9 de abril de 2026

Teiú

O gênero de répteis Tupinambis, da família Teiidae, é popularmente conhecido como teiú, tiú, dentre outros nomes. Correspondem aos maiores lagartos do Continente Americano e podem atingir até 2 metros de comprimento.

São animais de temperatura variável (heliófilos) e de hábitos diurnos, agindo como predadores oportunistas e generalistas, consumindo vegetais, artrópodes, outros vertebrados e outros animais em decomposição.

A cabeça do Lagarto Teiú é comprida e pontiaguda e sua mandíbula é forte. Seus dentes são pequenos e pontiagudos. A língua é grande, cor-de-rosa e bifurcada. De cauda longa e arredondada, o Teiú ostenta escamas com coloração geralmente negra e acinzentada. Esses animais fazem parte do grupo dos maiores lagartos encontrados nas Américas, podendo seu corpo (sem a cauda) atingir mais de 50 cm de comprimento.

Podem ser encontrados em quase todos os biomas sul-americanos (floresta amazônica e atlântica, cerrados, caatinga, campo, charco, pampa e áreas costeiras).

Uma curiosidade interessante é sua relevância na comunidade indígena. O teiú é um grande recurso dos povos originais, que utilizavam sua carne como alimento, seu couro e gordura (isto é possível porque ele existe em grande número e alcança um tamanho considerável).

As fêmeas do teiú chegam a fazer uma postura de 12 a 35 ovos, variando de acordo com o tamanho do animal.



Fonte:

https://www.zoo.df.gov.br/teiu

https://pt.wikipedia.org/wiki/Tei%C3%BA

https://butantan.gov.br/bubutantan/teiu-um-lagarto-tao-brasileiro-que-voce-com-certeza-ja-viu-por-ai

Fotos de autoria de Bruno Cunha Martins.

terça-feira, 24 de março de 2026

Capivara

 A capivara é o maior roedor do mundo, podendo pesar até 90 kg, medir até 1,2 m de comprimento e 60 cm de altura. 

A sua pelagem é bastante densa, ostentando tons que variam de uma cor avermelhada a um marrom escuro.

Os machos podem ser identificados pela presença de uma glândula proeminente no focinho embora o dimorfismo sexual não ser tão aparente.



A capivara está incluída no mesmo grupo de roedores ao qual se classificam as pacas, cutias, os preás e o porquinho-da-índia. Verifica-se a sua presença por toda a América do Sul ao leste dos Andes em habitats associados a rios, lagos e pântanos, do nível do mar até 1 300 m de altitude. É um animal muito adaptável, podendo ocorrer em ambientes altamente alterados pelo ser humano.

Quando jovens, as capivaras são uma importante fonte de alimento para muitos predadores, incluindo sucuris, jacarés, onças e seres humanos, esse último  por meio da caça ilegal.

Enquanto pastam, elas estão constantemente à procura de predadores e emitem um latido de alarme quando um deles é avistado. Em fuga, muitas vezes elas se escondem na água, deixando apenas as narinas e os olhos expostos, e podem ficar completamente submersos por até cinco minutos.

Uma capivara macho pode procriar com mais de uma fêmea em sua comunidade. Em seu comportamento reprodutivo um animal macho se relaciona com as diversas fêmeas do grupo.

A fase de cio do roedor ocorre na primavera e cada fêmea pode gerar de três a oito filhotes por ciclo reprodutivo. Sua expectativa de vida varia de 10 anos na natureza a até 15 anos em cativeiro.  

Fotos: Autoria de Jade Amaral e Sofia Amaral, feitas no Parque do Sabiá, em Uberlândia-MG.

Fontes:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Capivara

https://www.sema.df.gov.br/caracteristicas-gerais-das-capivaras

https://www.nationalgeographicbrasil.com/animais/2023/04/as-6-curiosidades-sobre-a-capivara-o-maior-roedor-do-mundo