Belas imagens de flores obtidas na região da Chácara dos Ipês, em 19/04/2020. Fotos feitas por Bruno Cunha Martins.
Blog dedicado às belezas do Cerrado Mineiro, um dos mais ricos biomas do Brasil. Um lugar também de protesto contra as diversas agressões que nosso Cerrado vem sofrendo.
terça-feira, 21 de abril de 2020
terça-feira, 10 de março de 2020
Proibição de fogos de artifício com estampido em Uberlândia
Foi aprovado em 09.03.2020 pelos vereadores de Uberlândia um projeto de lei ordinária que proíbe a queima de fogos de artifício com ruídos fortes e estampidos.
O projeto altera parcialmente o artigo 115 do Código Municipal de Posturas (Lei 10.741/2011) que antes da mudança proibia a soltura dos fogos em geral em vias e espaços públicos. Sendo sancionado pelo prefeito Odelmo Leão, a proibição de soltar fogos com barulho passa a valer para qualquer local na extensão territorial de Uberlândia.
O autor do projeto, o vereador Paulo César-PC (SD) defendeu que a iniciativa vai beneficiar crianças, pessoas com autismo, pessoas com dificuldade de locomoção além de animais, já que a comprovações científicas de que os fogos são nocivos à saúde humana e animal.
O meio ambiente agradece a iniciativa.
quinta-feira, 21 de novembro de 2019
Flamboiã
A Delonix regia, chamada em português flamboiã, flamboaiã ou acácia-rubra, é uma árvore da família das leguminosas (Fabaceae). É nativa da ilha de Madagascar, tendo-se em seguida espalhado pela zona tropical da África continental, sendo posteriormente, por sua beleza, levada a outros continentes, como a Europa e as Américas. Por sua beleza, é uma das plantas mais usadas com fins ornamentais em regiões tropicais e subtropicais de todo o mundo.
Os nomes em português flamboiã e flamboaiã derivam do nome francês flamboyant, por sua vez oriundo do latim flammare, incendiar. Recebeu esse nome devido ao vermelho vivo característico de suas flores. A planta foi descoberta na ilha de Madagascar por um botânico francês em 1824. Antes de receber a atual nomenclatura científica de Delonix regia, havia sido classificada como Poinciana regia.
Embora esteja ameaçada de extinção no estado selvagem, é muito cultivada pelo seu valor ornamental.
Adaptou-se muito bem em toda a América tropical, sendo muito popularizada nas ilhas do Caribe. No Brasil, é usada na arborização de ruas e praças.
Acima a foto de um belo exemplar de flamboiã, que fizemos em novembro de 2.019, no Bairro Tibery, em Uberlândia/MG.
Fonte das informações sobre a bela árvore: https://pt.wikipedia.org/wiki/Delonix_regia
quinta-feira, 24 de outubro de 2019
Pilhas: riscos à saúde e descarte correto
Com o avanço da
tecnologia e do uso de dispositivos que requerem energia elétrica armazenada em
pilhas e baterias tem sido cada vez mais comuns e numerosos os descartes destes
objetos.
"O descarte
inadequado de pilhas e baterias expõe o solo, cursos d'água e até o ar, caso
haja queima desses materiais, à contaminação por produtos tóxicos perigosos
como cádmio, chumbo, mercúrio, manganês, cobre, níquel, lítio, cromo e zinco.
Se pensarmos além dos danos ambientais percebemos que nossa saúde pode ser
afetada, mesmo sem entrar em contato direto com resíduos químicos presentes em
pilhas e baterias. O solo contaminado, por exemplo, afeta o alimento que vem
para nossa mesa. Na água que chega pela torneira, também pode haver vestígios
desses produtos.
Confira a seguir
seis patologias graves que você pode contrair por causa da poluição por pilhas
e baterias.
![]() |
| Pilhas inservíveis, que descartamos no ponto do coleta do Dmae (Av: Rondon Pacheco, n. 6.400, Uberlândia/MG) Foto: Hugo Cesar Amaral |
1. Perda de
memória: A ingestão de mercúrio por meio, por exemplo, de peixes contaminados,
debilita as funções cerebrais causando perda de memória e outros distúrbios
psíquicos.
2. Insuficiência
renal crônica: A ingestão de cádmio, que pode acontecer por meio de água e
alimentos contaminados, causa graves problemas aos rins, isso ocorre porque o
cádmio tem vida biológica longa (10 a 30 anos) e demora muito a ser eliminado
pelo organismo humano.
3. Inflamações
dos pulmões: Já a inalação do cádmio, por meio da fumaça proveniente da sua
queima, pode causar pneumonite edema pulmonar.
4. Insuficiência
Cardíaca: A Intoxicação por lítio pode causar um distúrbio em uma estrutura
anatômica chamada nó sinusal. Essa estrutura que tem função de um marca-passo
natural enviando estímulos elétricos dos quais dependem o funcionamento do
coração, pode ser gravemente afetada pelo elemento alcalino.
5. Distúrbios
digestivos: Tanto o chumbo quanto o cádmio podem arruinar seu sistema
digestivo. Além de sentindo dores provenientes de patologias que podem ser
irreversíveis, imagine-se sem controle de suas funções fisiológicas...
6. Danos nas
articulações: A contaminação do organismo humano por chumbo pode deixar as
articulações do corpo todo paralisadas. As primeiras a serem afetadas são as
dos dedos e do pulso." (1)
Para que sejam
atenuados ou mesmo evitados os danos ao ambiente e às pessoas e importante que
tenhamos responsabilidade com o descarte destes objetos.
"Antes de
qualquer coisa, armazene as pilhas e baterias dentro de um plástico que seja
resistente e evite o contato com umidade a fim de evitar quaisquer vazamentos.
Outro detalhe importante é não misturar os itens com outros tipos de materiais.
Nunca jogue no
lixo comum! A responsabilidade pela coleta adequada é do fabricante do produto.
Dessa forma, procure pontos de coleta específicos para o descarte, como
assistências técnicas autorizadas ou estabelecimentos que comercializam o
material.
Além disso,
algumas escolas, lojas, supermercados e faculdades oferecem pontos de coleta
destes resíduos. Pesquise quais são os pontos mais próximos da sua casa e
pratique a conscientização, contribuindo para um mundo menos poluído." (2)
Fazendo cada um a
sua parte afastaremos o risco representado pelo descarte irregular das pilhas e
baterias.
_____________
Curiosidade:
Estima-se que cada pilha contamine 1 m2 quando lançada no meio ambiente (3).
(1) Fonte:
http://www.sustentavel.ufu.br/node/311
Marcadores:
pilhas baterias descarte incorreto
segunda-feira, 29 de outubro de 2018
Sibipiruna
Embora a sibipiruna não seja uma árvore nativa do cerrado (sua
real origem é a Mata Atlântica!) dedicaremos uma postagem a esta árvore pois se
trata de uma árvore encontrada em grande quantidade em nossa querida
Uberlândia, sempre nos presenteando com uma bela floração nos meses de setembro
e de outubro.
“A sibipiruna (Caesalpinia pluviosa variedade
peltophoroides - Caesalpinioideae), também conhecida como sebipira, é uma
árvore de grande porte, nativa do Brasil, chegando a medir 28 metros de altura
(normalmente entre 6 e 18 metros), com até 20 metros de diâmetro da copa
arredondada e muito vistosa. Facilmente confundida com o pau-brasil ou
pau-ferro pela semelhança da sua folhagem, é muito usada para arborização em
várias cidades brasileiras.” (1)
“As folhas são bipinadas com haste central de 20–25
centímetros de comprimento com 8-9 pares de pinas, cada uma com cerca de 11-13
pares de folíolos de 10-12 milímetros por pina. A floração ocorre a partir de
agosto, podendo estender-se até o final do verão, produzindo inflorescências em
rácemos cônicos eretos com flores amarelas. A frutificação dá origem a vagens
compostas de duas valvas secas, lenhosas, longas e coriáceas com 7,6-12,0
centímetros de comprimento por 2,7-3,1 centímetros de largura. Quando maduras,
as vagens rompem-se por torção em deiscência explosiva, arremessando de uma a
cinco sementes. Estas são comprimidas, irregularmente circulares, transversas,
ovato-obovadas ou orbiculares a subglobosas, com testa dura e muito rígida, clara,
grossa ou sem albúmen, provida de um bico no hilo e marginada. A árvore pode
viver mais de cem anos.” (2)
“Sibipiruna é uma árvore alta e com raízes fortes. Assim
como suas irmãs, a sibipiruna deve ser cultivada sob sol pleno, em solo
enriquecido com matéria orgânica, regado frequentemente, mas sem encharcamento,
para evitar doenças causadas por fungos e bactérias. Se você quiser plantar uma
sibipiruna, escolha um local com bastante espaço, já que as raízes são
poderosas e a árvore passa fácil dos 15 metros de altura. Prepare a cova com
terra, areia e composto orgânico em partes iguais, colocando um pouco de
calcário no fundo e mexendo bem. Tome cuidado com a poda, geralmente anual,
para que os galhos não cresçam em direção aos fios elétricos e demais lugares
indesejados. E passe longe de seus frutos (pretos, achatados e com sementes
beges), porque eles não são comestíveis.” (3)
Face às suas raízes grossas e fortes e à grande altura que
pode atingir, somando ao fato de que tem uma copa considerável e necessário se
analisar, antes de efetuar o plantio em área urbana, se o crescimento da árvore
não poderia provocar danos como contato com a rede elétrica ou a passeios ou
imóveis.
(1) e (2) Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Sibipiruna
;
Créditos das fotos: As fotos foram obtidas por
Hugo Cesar Amaral, em outubro de 2.018, nas ruas Benjamim Magalhães e Rondon
Pacheco, em Uberlândia/MG e no Campus Santa Mônica da UFU, também em
Uberlândia/MG.
domingo, 4 de março de 2018
A beleza da quaresmeira!
A quaresmeira (Tibouchina granulosa) é uma árvore brasileira pioneira, da Mata Atlântica, principalmente da floresta ombrófila densa da encosta atlântica.
Seu nome popular é devido à cor das flores e época de floração: entre os meses de janeiro e abril (período da quaresma), e também em junho-agosto. Além da variedade com flores roxas há a de flores rosadas (variedade Kathleen).
Ocorrência:
Na Mata Atlântica da Bahia e do sudeste do Brasil, principalmente em matas secundárias.[1]
Características:

O nome popular Quaresmeira vem do florescimento no período da quaresma. Os frutos são secos em forma de taça, marrom, deiscente, com aproximadamente 1 cm de diâmetro, que ocorrem de abril a maio e de outubro a novembro. Apresentam grande número de pequenas sementes, que são dispersadas pelo vento. Seu porte geralmente é pequeno a médio, podendo atingir de 8 a 12 metros de altura. O tronco pode ser simples ou múltiplo, com diâmetro de 30 a 40 cm. A quaresmeira tem um período de vida de 60 a 70 anos.
As folhas são simples, elípticas, pubescentes, coriáceas, com nervuras longitudinais bem marcadas e margens inteiras. A floração ocorre duas vezes por ano, de fevereiro a abril e de agosto a outubro, despontando abundantes flores pentâmeras, simples, com até 5 cm de diâmetro, com estames longos e corola arroxeada, sendo que na variedade Kathleen estas se apresentam róseas. Mesmo quando não está em flor, a quaresmeira é ornamental. Sua copa é de cor verde escura, com formato arredondado, e sua folhagem pode ser perene ou semi-decídua, dependendo da variação natural da espécie e do clima em que se encontra. Por suas qualidades, ela é uma das principais árvores utilizadas na arborização urbana no Brasil, podendo ornamentar calçadas, avenidas, praças, parques e jardins em geral. Seu único inconveniente é a relativa fragilidade dos ramos, que podem se quebrar com ventos fortes, provocando acidentes. Com podas de formação e controle, pode-se estimular seu adensamento e mantê-la com porte arbustivo.
Deve ser cultivada sob sol pleno, em solo fértil, profundo, drenável, enriquecido com matéria orgânica e irrigado regularmente no primeiro ano após o plantio ou transplante. Apesar de preferir esses cuidados, a quaresmeira é uma árvore pioneira, rústica e simples de cultivar, vegetando mesmo em solos pobres. Originária da mata atlântica, esta espécie aprecia o clima tropical e subtropical, tolerando bem o frio moderado. Multiplica-se por sementes, com baixa taxa de germinação, e por estaquia de ramos semi-lenhosos. Sua madeira apesar de ser de qualidade inferior é indicada para a construção de vigas, caibros, obra internas, postes, esteios e moirões para lugares secos.
Fontes:
Lorenzi, Harri: Árvores brasileiras: manual de identificação e cultivo de plantas arbóreas do Brasil, vol. 1. Instituto Plantarum, Nova Odessa, SP, 2002, 4a. edição. ISBN 85-86174-16-X
Instituto de Botânica de São Paulo

http://www.cuidar.com.br/quaresmeira
Artigo obtido na Wikipedia (https://pt.wikipedia.org/wiki/Tibouchina_granulosa)
Fotos tiradas por Hugo Cesar Amaral, nos Bairros Santa Mônica e Finotti, em Uberlândia.
segunda-feira, 9 de outubro de 2017
A beleza do Ypê-branco!
Fotos tiradas por André Luiz Mendonça, em 07/10/2017, em uma ilha na represa de Capim Branco II, entre Uberlândia/MG e Araguari/MG.
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